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Sexta-feira, Abril 30, 2004

Problemas aqui.
O pedreiro da obra vizinha chapiscou a cabeça da minha mãe.
É, tacou cimento lá de cima e caiu bem na cabeça dela. Isso deve ser um novo record, visto que aonde ela estava é coberto com telha brasilit. Não me perguntem como ele conseguiu derrubar aquilo tudo dentro da área de serviço.
E bem em cima da cabeça da minha mãe.


...
Assim que eu me recuperar da crise histérica, tento descrever o diálogo que rolou entre eles, após a chapiscada.
(O pior de tudo foi ver a galera tentando brigar com o pedreiro e segurar o riso ao mesmo tempo.)



Ontem, seis internautas franceses foram condenados a pagar entre 2.000 e 5.800 euros por baixar e trocar filmes na Internet, após terem sido processados por produtoras de cinema como a Fox, a Disney e a Warner - eles foram achados porque cadastraram-se em um saite de troca de filmes. (Leia mais aqui)

Bem, não sou totalmente contra a lei de direitos autorais. Não vale a pena polemizar, sei muito bem que empregos são gerados pelas empresas que se beneficiam desses direitos.

Ainda assim, acho interessante refletir um pouco: o conhecimento está aí, mas não ao alcance de todos, porque é muito caro pagar pelo preço destes, digamos, produtos do conhecimento (sim, neste sentido, a cultura é uma mercadoria como qualquer outra) – dessa maneira, só adquire conhecimento quem puder comprá-lo. Até aí, nada de novidade.

Creio que seja a primeira vez que vemos este quadro mudar um pouco, graças à evolução da internet, e à progressiva queda nos preços dos aparelhos eletrônicos. Óbvio que não é todo mundo que tem acesso à rede, pelo contrário; ainda assim, o número de internautas está longe de ser pequeno - e aumenta à toda velocidade.

Ora, eu mesma conheci obras de artistas que jamais poderia encontrar por aqui - simplesmente porque não tenho grana, e porque, por mais que goste de música, por exemplo, não posso sair por aí comprando cd's a torto e a direito, sem antes ter certeza de que gosto do artista (decisão que agora foi imensamente facilitada).

O que ocorre é um enorme crescimento na divulgação dessas obras - literárias, musicais, cinematográficas – o que, de um lado favorece os autores, por levar suas obras até um número muito maior de admiradores, e de outro favorece os internautas, que podem conhecer diversos trabalhos, antes inalcançáveis para a maioria de nós, reles mortais.

A verdade é que você não deixa de ir ao cinema pra ver um filmezinho na tela do computador, não deixa de comprar a edição exclusiva de um dvd, cd, livro ou o que for - seja pela qualidade da obra, seja pelo encarte, pela caixinha, pelo valor emocional de ter uma coisa legítima, ou seja pelo raio que o parta.

Você não deixa de comprar algo que aprecia, apenas porque pode baixá-la na internet, você só deixa de comprar quando não tem grana, é diferente.

E agora que tem um acesso maior ao que existe no mundo e pode ter muito mais “atores, músicos e escritores favoritos”, você é incentivado a comprar mais ainda.

Ah, tá, foi feita a defesa da divulgação pela internet, mas e a indústria fonográfica, que perde tanto com os cds piratas?, dirão vocês. Bem, ela que dê seus pulos e que baixe o preço, o governo que baixe os impostos, eles que se virem, ora, pílulas!


A economia funciona de maneira extremamente lógica, se alguém consegue colocar no mercado um produto de igual valor de substituição, por um preço muito menor, é óbvio que as coisas vão ter que se adaptar.

E isso não vai ser resolvido escolhendo meia dúzia de bodes expiatórios.

Democratização do conhecimento rules! E tsc, tsc pra esse tribunal francês vendido.



Quinta-feira, Abril 29, 2004

É estudante que queima índio, é traficante que mata policial, é índio que mata garimpeiro, é caso Valdomiro que fica esquecido, é estatística mostrando mais mortes no Rio e em São Paulo que no Iraque, é pau, é pedra, é o fim do caminho.








"Continue a nadar, continue a nadar..."

(de que jeito?!)


Quarta-feira, Abril 28, 2004

Acabou de passar aqui o carro que vende uvas.
"Aceito tele sena vencida!"
Caramba.



Foto do meu irmãozão, o craaaaaque da camisa número 9, e seu respectivo time de voley, no saite da Liga Paulista.
Não são uns fofotchucos?!



Terça-feira, Abril 27, 2004

RASTROS DE BARATA NA AREIA

Depois de uma semana entediante, cheia de acontecimentos e telefonemas sem sentido, ao menos uma troca de e-mails interessante, pra incentivar um pouco a gente...

Cenário: uma remota e belíssima noite, à luz do luar, na praia das Pitangueiras, tudo lindo, momento de verdadeira contemplação da natureza.

Eu, eu mesma e a Rê: Ai que bonito....

Minha mãe (entediada): É....

Eu, eu mesma e a Rê (apavorada): Aaaaargh, tem uma barata andando nessa areia!!! Que nojo, que nojo, ai credo!!!

Minha mãe: Nossa, que lindinho....dá até para ver as pegadinhas dela na areia!

(sem comentários)


Cenário: sexta-feira à noite, nada pra fazer, na frente do micro, trocando e-mails com uma amiga que é Mólirio:

Eu, eu mesma e a Rê: inspirada em um passeio, ao luar, na doce e meiga praia das pitangueiras, encontrei o meu mais novo tema para uma poesia: rastros de barata na areia. Não é lindo?

Amiga: Hahaha! E no açúcar, você já viu??? Medonho!

Eu, eu mesma e a Rê: Cara, já vi pegada de formiga no açúcar e com a formiga junto...E depois elas boiando no chá, e você com aquela cara de “morre, fiadaputa, quem mandou você vir pro meu açúcar?”. É cruel. De qualquer maneira prefiro não ver as tais pegadas de barata no açúcar.

Amiga: Ah! eu também não queria vê-las mas aconteceu...hehe...
O que você ia querer ver era a minha cara de nojo como quem pensa “éca! quem comer isso vai vomitar antenas!”... Pensei melhor e joguei tudo fora.


[09/03/2004]



Nossa, acabei de fazer uma prova de sociologia.
Estou até com dor nos dedos de tanto escrever.
Ou a professora é louca, ou eu sou - mas o fato é que, se ela for dar uma nota baixa, vai ter tanto, mas tanto trabalho pra ler tudo o que eu escrevi, que já valeu a pena. Céus, pra quê mandar a gente ler tantos textos?


O que me dá forças para agüentar até o fim da semana depois dessa prova é a esperança de assistir Kiu Biu. Lutinha!!! Espadas!!! Sangue!!! Sangue!!! Porrada!!!

......

(e não me venham com essa de "ah, mas você não disse que odiou a Paixão de Gibson, que não gostava de violência, e blablabla?", que eu só gosto de violência de mentirinha, bem Pulp Fiction, com um Jonh Travolta engraçado, dançando um twist tão tosco que nem dá pra lembrar dos tempos da brilhantina e muito menos dos embalos de sábado a noite...violência como a da vida real, o meu estômago definitivamente não agüenta!)


Segunda-feira, Abril 26, 2004

Lacônico quer dizer: breve, conciso ou que se expressa em poucas palavras.
A etimologia dessa palavra vem de Lacônia, regiâo ao sul da Grécia onde ficava Esparta, capital da Lacônia. Os espartanosdesde criança recebiam uma educação rígida, tipo militar, para que fossem destemidos e corajosos, inclusive na maneira de falar. Conta-se que Filipe, rei da Macedônia, mandou uma mensagem ameaçadora aos magistrados de Esparta:

- Se eu entrar na Lacônia, reduzirei Esparta a pó.

A resposta dos espartanos foi a menor possível, num só monossílabo:

- Se...

[recebido por e-mail]


Domingo, Abril 25, 2004

Coisas que eu não sei porque eu lembro.

Sou daquelas que presta mais atenção nos comerciais que nos programas (exceto se for desenho ou certos enlatados americanos. Falando nisso, vocês têm assistido Fastlane? Passa no canal do seu Sílvio, domingão, umas 11:00 da matina. É meu novo vício, mas escrevo sobre isso mais tarde).

Voltando ao assunto, fui visitar o Jean e lembrei de um comercial muito engraçado, antiguinho já. Lembro apenas que alguém falava "Suuuuuulflair" e a coisa saía flutuando, porque o chocolate é aerado! Agora o tal do "suuuuuulflair" falado muito lentamente não sai da minha cabeça! E isso nem é mensagem subliminar que eu sei.
Definitivamente sou mais uma vítima do marquetingue.




Comentário que poderia estar no post anterior

Todos os olhares de amor são azuis.

(ao menos para mim)



26.

a emoção que veio vermelha
virou saudade branca
e ficou a lembrança cor-de-rosa
do teu olhar azul
do meu sorriso amarelo
e daquele nosso desejo
tão cor-da-pele

(Martha Medeiros)


Sábado, Abril 24, 2004

Uêba! Hoje é aniversário do meu irmão!
E só por isso eu perdôo todos os chatos de plantão!

Apesar da rima pobre, eu tenho a sorte de ter o melhor e mais iluminado irmão do mundo. E a data que marca a entrada dele nessa minha vida merece ser comemorada. Ah, que dia bom!
Ah, como eu sou afortunada de ter um irmão tão...tão...tão tudo aquilo que se espera de um irmão!
(escrevo isso sorrindo e pensando que nunca na vida tive o desprazer de resmungar "que saco, como meu irmão é chato", como acontece em todas as famílias normais - é, é isso que eu chamo de ter sorte na vida!)

FELIZ, FELIZ

O que posso declarar a mais?
Que amo você, e que você é a pessoa mais brilhante que faz parte da minha vida?
Que te amo como irmão, amigo, filho, colega, companheiro?
Que me orgulho, que morro de orgulho na verdade, de ver você cada vez evoluindo mais, seguindo um caminho reto, limpo e claro, como a sua alma?
Que admiro sua calma, sensatez, e penso em ser uma pessoa melhor graças a sua presença, e ao seu exemplo?
Que me sinto feliz de saber que tenho um lar para voltar, com uma pessoa tão amada morando nele, fazendo parte da minha vida, mesmo que eu não tenha me esforçado para conquistar a sua amizade?
Que você é o melhor amigo que eu poderia escolher, e que eu não caibo em mim de satisfação de saber que me foi dada a honra de compartilhar uma vida com você?

Isso tudo você já sabe. Do fundo do seu coração.

A sintonia é praticamente perfeita; pessoas traçam objetivos, trabalham juntas, porém, quando pessoas conseguem sonhar juntas...Isso é realmente muito especial.

O aniversário é seu, meu amor. E você é o meu presente. O nosso presente.

E vai ser sempre a grande dádiva na vida das pessoas que tiverem a chance (e a sorte) de conhecerem, desfrutarem um pouquinho que seja da sua presença.

Te amo (nunca é demais dizer) e feliz aniversário!



Tenho um outro blog, Fante, não me cante!. Ele é bem querido porque é como um diário não oficial, que não atualizo sempre. E tem um quê de infância, escrever sem medo de censura, e sem muita autocrítica também, colocar qualquer coisa que me faça sorrir. Dia desses escrevi lá uma bobagem assim:

“Tão amigável, esse fante. Aqui, só posto quando estou de bom humor.
Fante, não me cante
Você não é um olifante, seu tratante.
Com tanta rima semelhante, como não ser redundante?
Fante, não seja pedante.
Um animal elegante, de hábitos tão fascinantes
Só pode ser meu semelhante.
Seu farsante!

Hehe, revira na cova, Drummond!
Um dia posto aqui o poema que ele fez sobre "o elefante em que adora disfarçar-se" - ele, o Drummond, não eu. Eu sou o elefante. Mas acho que foi o Carlos que me inspirou. Vai Renata, ser gauche na vida. O que quer que isso signifique...”



Inspirada, desenterrei meu livro favorito do Drummond e digitei a poesia do elefante inteirinha, saboreando cada palavra e me comovendo como na primeira vez que a li, pra mais de dez anos. Ah, elefante querido...

“Fabrico um elefante
de meus poucos recursos.
(...)
Eis meu pobre elefante
pronto para sair
à procura de amigos
num mundo enfastiado
que já não crê nos bichos
e duvida das coisas. (...)”

Você lê o texto inteiro clicando aqui.


Sexta-feira, Abril 23, 2004

Hum...novo layout orelhudinho pro fante. Gostei!

Ai, ai, recebi um telefonema-bomba e acho que começa semana que vem o novo capítulo de "Escrava Isaura". Lerê, lerê, bom, vamos ver no que vai dar o novo emprego, né? :)



Anemonemamonema

Bem, como se sabe, eu sou uma pessoa que gosta de bichos. Na verdade, não sou muito fã de insetos, mas acho que isso não conta, conta? Então.

Daí que, em tempos idos, eu tinha dois gatos, uma cachorra, um periquito e um namorado. Isso faz tempo, não é o namorado que eu tenho hoje, era outro.

Pois eu tinha essas manias e o ex-boifrende resolveu que eu poderia gostar de ter um aquário. Maravilha, fiquei encantada com a idéia. Marcou o dia e me levou para ver o presente "funcionando", se eu gostasse, e não assustasse com o tamanho do negócio, ele era meu (o aquário, não o rapaz, bem entendido).

Chegamos lá, e era um belíssimo aquário marinho de 300 litros. Montado em cima de um móvel pavoroso - um presente bem original, na verdade. Bem, retiramos o bicho, trouxemos para casa e o coitado quase morreu pra conseguir carregar tudo aquilo até aqui.

Esperei ele ir embora e então desmontei tudo, imagina, vou pintar esse móvel horrendo de branco, onde já se viu?

Há! Pois foi que a pintura do móvel demorou tanto a ficar pronta que o namoro acabou, os gatinhos fugiram e agora só tenho um móvel branco com um vidro enorme e vazio em cima dele (além do periquito e da cachorra, que esses não fugiram).

E quem disse que eu lembro como montar o aquário de novo? Nem eu nem o abreu. Até minha 'heroína entendida dos aquário' olhou, olhou e nada descobriu, porque esse é dos complicados mesmo, disse ela.

Não adianta nem ligar pro ex pedindo pra ele desenhar como que monta o negócio, que acho que ele não vai lembrar. Ó céus, ó dia. Acho que vou tacar tudo lá dentro e ver o que acontece. Mas vai ser uma graça se eu tiver que esvaziar trezentos litros de água no chão da minha sala.

Minha mãe vai gostar. Vai sim.


Quinta-feira, Abril 22, 2004

Rusgas

Ouquei. Você briga, se arrebenta, xinga, e também ouve coisas horríveis a seu respeito. Sente-se desrespeitado, aviltado, com raiva.

Repassa mil vezes as cenas da histeria, e procura, em cada uma delas a razão, o motivo pra toda a balbúrdia ter começado. Planeja vinganças, ensaia o discurso, decora os argumentos para contra atacar. Pega-se fazendo planinhos infantis, como um inseto e envergonha-se.

Então você começa a se lembrar das comodidades, e dos bons momentos a dois. Resolve dar-se uma segunda chance.

Mal passa o tempo e lá vem mais briga de novo. Só que agora com o agravante das mágoas acumuladas.

Perde as estribeiras, sente-se mal, acusa e agride quem supostamente você deveria tratar sempre bem (ora, não é assim o amor?). Percebendo isso, passa por cima do seu orgulho, reconhece sua parcela de culpa, promete mudar, afinal, em um relacionamento é necessário ceder, agir com diplomacia.

Tenta ser razoável e em função disso, aceita uma, duas, três desfeitas. Suporta e engole sua revolta até o limite. E lá vem a nova discussão. Por um motivo insignificante. Qual foi mesmo?

Lágrimas e dor de estômago. Palavras cruéis que ficam nadando na sua mente. Você se sente transformado em um monstro, numa pessoa pior, sente tristeza por que toda a luta para melhorar como ser humano parece ter ido por água abaixo, no primeiro conflito.

Hoje, um telefonema. "Somos civilizados, devo pedir desculpas pela falta de educação" diz do outro lado, a voz tão familiar. Raiva. Sentimentos descontrolados e uma vontade imensa de gritar "Hipócrita! Preocupa-se com civilidade invés de sentimentos?!". Mas falta coragem pra recomeçar uma discussão. “Não, por telefone não”, justifica-se.

Resoluções que escorrem pelo ralo.



Agora é oficial.
Tou de mala e cuia no blogger.
Blig é o caralho.



Meu bebê

Dei muita risada agora a pouco, quando entrei no blog do meu irmãozinho e dei de cara com essa frase:

"(...)deu desgosto de postar nesse blig!"

...e logo depois, num último post:

DEVIDO A MINHA INSATISFAÇÃO COM ESSE MALDITO BLIG MERCENÁRIO... MUDEI PARA A ''CONCORRÊNCIA''...ENTREM Æ: Clicaqui

É, é a família indignada.



POST RANDÔMICO

- Pegue o livro mais próximo de você.
- Abra o livro na página 23.
- Ache a quinta frase.
- Poste o texto em seu blog junto com estas instruções.

Não lhes teria eu, de alguma forma, adulterado o destino ao conspurcar suas imagens com minha voluptuosidade?
(Nabokov, Vladimir: Lolita; tradução Jorio Dauster. São Paulo: Folha de São Paulo)


Coisas. Não falei que este livro é bem estranho? rs
A idéia eu copiei de uns vários blogs que postaram isso.



L' AMOUR

- Adorei os seus poemas! Este terceiro é muito bom mesmo! "Afogada na terra dos homens" é cruel e intenso. Sabe quem se afoga na terra dos homens?

- Humm...as minhocas?

- Não bunda mole, são as sereias!


Pois é, a coisa surgiu quando mandei um de meus poemitos pro meu namorado (quando ele nem pensava em ser isso ainda) zoiar.
A gente começou bem, não acham?


Terça-feira, Abril 20, 2004

ALELUIA!

O Serjofaria me ensinou como configurar o blogger! Não, é claro lá não é nenhuma central de atendimento online. É que o cara é gente boníssima mesmo!

Quem começou com tudo isso foi a danada da Seaprincess, que me deu a dica do blogger, e me apresentou ao Dedo, que me ensinou a arrancar os banner e ir fazendo algumas outras alterações...mas acho que também devo agradecer ao Jean, que é amigo da Sea, que...
Poxa vida, estou muito agradecida a vocês todos, e muito feliz com o carinho e fazendo minhas malas pra mudar de mala e cuia, assim que tiver tudo arrumadinho na casa nova. Valeu, pessoal!



Nérininau: Aaaara-nanáu!

Pois acabei de descobrir que aquilo que eu cantava alegrinha "nérinininaw: aarananáu!", é uma música de protesto do James Bronw...Chamada "Say it loud - I'm black and Proud". Ah tá.
Então tá. Agora já sei o quê que o nérinanau significa.



Domingo, Abril 18, 2004



Como é bom saber que a gente tem alguém com quem contar, e com quem dividir as alegrias dessa vida. Como é bom ter amigos. Muito Obrigada, do fundo do meu coração.
:o)


Domingo, Abril 11, 2004

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Quinta-feira, Abril 08, 2004

Diálogo Nonsense

- A questão é: Se eu sonho com o Ciclope e o sonho é meu, eu não poderia ser a Jean Grey?

- Bom, vamos analisar: se você é deus e não acredita em si mesmo, você é ateu ou apenas tem baixa auto-estima? Até porque o ciclope é uma ilusão da Matrix, bela!

- Se o ciclope é uma ilusão da Matrix, o seu pão com a manteiga para baixo será a prova de que até a Matrix sofre com as leis de Murph?

- Essa conversa está um pouco confusa. Explica melhor isso de Matrix sofrer com a lei de Murphy: quer dizer que o Agente Smith, o oráculo e o “hellou, mr. Andersen, nice to see you here” também caem com a manteiga pra baixo e ainda assim não acreditam neles mesmos?

- Na verdade eu acho que o pão acredita em si mesmo, assim como o oráculo e o restante do pessoal que você citou! O que acontece, a meu ver, é que a Matrix tem que ter algo divino; bem deixa pra lá, depois eu falo porque vai ser complicado escrever todos os balõezinhos que se formaram na minha cabeça neste momento! Melhor esperar e revelar tudo e uma vez só!

- O pão acredita em si mesmo. Eu não acredito no pão. Então, você tem certeza que a Matrix precisa ter algo divino?

- Isso é a Lei 0000001/04 do Matrix, artigo pré-sugerido ao Conselho de Assistência Emocional da Amizade.

- Ah, tá. Porque você não disse antes?

- Porque eu sou Deus! E Deus não pode acabar com todas as dúvidas da humanidade, ou ela não terá mais o que fazer e ficará com tempo livre para aperfeiçoar a bomba H.

- Acho que você está levando essa coisa de pão e ciclope longe demais. Personificar coisas inanimadas não transforma você em Deus, no máximo em um tipo de Grande Arquiteto da Matrix. Céus, que confusão.

- Mesmo porque eu nem acredito que sou Deus. Te enganei!

- Brincadeira mais infantil. Eu já tinha chamado a imprensa, sabia?

[sem mudar uma vírgula, como foi devidamente observado]


Quarta-feira, Abril 07, 2004

O HOMEM, ESSE ANIMAL MARAVILHOSO E
SUAS ESTRANHAS DOENÇAS AINDA NÃO CATALOGADAS


Dia desses mandei o link do "mulé burra" pra um amigo.

- Que é isso?! (ele perguntou e não esperou eu responder) - Mas, tacando fogo, segunda feira estava almoçando e olhando pra rua. Passando na calçada, duas mulheres com um carrinho de criança. Sei lá porque cargas d’água uma catou a criança no colo. E a outra desmontou o carrinho e passou a carregar ele nas costas. Caceta. Se o bicho tem rodas não é mais fácil empurrar o carrinho? Ainda mais vazio? Vai entender.

- Hehe, coitadinho do nenê, vai ver o bichinho tava solavancando há tanto tempo que ficaram com dó e o pegaram no colo...ou o carrinho estava com defeito na roda e você não viu!

- Olha, acho que não. Pela cara das "donas" é um caso típico de jumência!

Fiquei pensando por um bom tempo de onde raios ele tirou isso.


Terça-feira, Abril 06, 2004

QUE SE FAZ?

Como eu tenho uns vinte mil projetos pra entregar, provas e mais provas aproximando-se, matemática financeira, estatística, custos, contabilidade (argh!), trabalhos de faculdade e a necessidade iminente de passar em um dos dois concursos públicos em que me inscrevi, passei ontem na biblioteca e emprestei o Madame Bovary.

Fazia um tempo que eu queria ler esse livro, mas nunca ficava disponível pra empréstimo. Claro que eles têm duas edições em francês, mas a "quest que ces't" de plantão aqui não sou eu, então fico bem felizinha de poder ler o bichinho em tupiniquim mesmo, pra relaxar de tantos cálculos e desenhos.

Obs.: Iminente: palavrinha idiota que cai em concurso público, variando as vezes como "iminência" também. Serve pra tentar te fazer confundir com "eminente". Tsc, tsc, cultura inútil.


Segunda-feira, Abril 05, 2004

COMENTÁRIO DO ANO

"Saiu do cinema cuspindo no pôster do Mel Gibson e cantando: "We don´t need another hero"."

Hehe. Pessoas que eu amo.

........

Súbito Momento de Carência Online: Meu namorado não lê meu blog.



A ERA BUSH, A IGREJA ...E SANGUE, MUITO SANGUE

Sabe, eu poderia ter tido um final de final de semana perfeito, cult, com os meus documentários e cia. Mas nããão.

Namorado aparece e diz: - Vamos ao cinema?
Eu, Eu mesma e a Rê dizemos: - Claro, precioso, só se for agora!

Sou besta de perder a chance? Ele detesta ir ao cinema, vai só pra me agradar, pelo que tenho notado, então, já que ele está disposto ao sacrifício...

- Tá. Assistir o quê? Kill Bill?
- Nããão, que ainda não está em cartaz aqui.

Então vamos ver a A Paixão de Gibson. Claro.
Sabe aquele comercial da Tigre, que em certo momento começa um barulhinho de mico? Pois é. Frango!

Saímos do cinema indignados, um olhando pra cara do outro, outro olhando pra cara do um, com aquela cara pior que a saída do Matrix Devolutions, que pelo menos o Matrix tinha alguma coisa de bom.


Agora, você pode ler o que eu vou escrever abaixo, ou poupar seus neurônios, e ler o texto do Douglas, meu herói, ou fazer um bem ainda maior para a sua saúde e nem levar em consideração que esse filme existe.

Bem, se você teclou a opção “ler o texto estranho, cheio de uma opinião duvidosa”, lá vai:

Esse filme é aviltante. E ponto final. Jesus é coadjuvante no negócio.
Caindo no clichê mais clássico de todos, esse é um filme sobre..., posso dizer que esse é um filme sobre métodos de tortura, e também posso dizer que eu nunca quis assistir nenhum Faces da Morte, detesto violência, e acho sinceramente que mostrar Cristo parecendo um bife, e depois ressuscitando que nem um Hellraiser, falando muito pouco ou quase nada do que Ele fez por aqui, é um desserviço.

Só que eu não sou uma super-cristã-carola-puritana, pelo contrário. E acho que justamente por isso, por que as pessoas muito mais católicas-fervorosas que conheço estão amando o filme.

Segundo minhas fontes, os padres (pelo menos os que a gente tem contato) estão "amando esse filme, porque agora rola uma superlotação nos confessionários". E não fui eu quem falou.

Pensei em escrever um montão de comentários sobre algumas cenas do filme (menos a cena do “chicoteia!”, que essa eu não assisti), mas deixa quem não viu ainda tirar suas próprias conclusões.

Lembro que o Cunha Júnior, aquele da Tv Cultura, classificou esse filme como sendo “de um mau gosto bem característico da era Bush”. Poxa, assino embaixo e acho uma pena eu não ter tanta classe pra criticar um filme desse tipo. Mas eu ainda não trabalho na Tv Cultura, hehe. Mas bem que o Dr. Jorge da Cunha Lima, chapinha (papai do Cunha Junior?), podia me arranjar um lugarzinho lá. Será que vale mandar e-mail com link pro blog? Vou pensar no caso.

Ah, um último comentário: é, realmente é interessante ouvir frases em latim e aramaico, e tal. Mas o tempo que eles ficam torturando, batendo, chutando, perfurando e tudo o mais é tão maior, mas tão maior, que os diálogos perdem consideravelmente a importância.

(Já havia dito antes, mas não custa repetir: um texto muito bom, e bem menos parcial que o meu, você lê clicando aqui. Se tem uma coisa que eu não sei é ser imparcial fora do horário de trabalho. Por que, se eu for bem paga, claro que faço um esforço pra não tacar julgamentos de valor a torto e a direito. Mas só nesse caso.)


Domingo, Abril 04, 2004

Continue a nadar, continue a nadar...

Fim de semana. Eu estava rezando a oração dos estressados, já,

"Senhor, dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, a coragem para mudar as coisas que não posso aceitar e a sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas que eu tive que matar por estarem me enchendo o saco."

quando Eu e Minha Consciência decidimos vamos fazer algo pela nossa saúde. Temos tido muitas e muitas aulas de cálculo na faculdade. É exaustivo.

Corri até a locadora mais próxima e aluguei uma série de documentários, reportagens e vídeos.

Um documentário sobre a vida na imensidão azul.



Relacha, ô dágua viva. Cê tá na CLA, a Corrente Leste Australiana, brôu.

Outro sobre o período glacial e um terceiro vídeo, este de ficção científica, que teoriza sobre a possibilidade de portais interdimensionais e universos paralelos em contato com o nosso mundo visível.



Depois disso tudo, estou me sentindo muito mais inteligente.


Sexta-feira, Abril 02, 2004

Do amor e outros demônios

Livro: "Do amor e outros demônios" do García Márquez.

Li num fôlego só por que parecia que, se eu parasse de ler aquele livro, algo horrendo ia acontecer comigo...

É uma história totalmente mórbida, sobre uma moça ruiva, uma marquesinha na verdade, com cabelos muito, muito compridos, que foi internada (como louca) em um convento. Só que, antes, ela foi criada no meio dos negros, e só falava direito a língua deles, imagina o conflito...Daí rola um romance esquisito entre ela e o exorcista.

Tudo se passa na idade média lá da Colômbia, eu acho, e o livro é de um realismo assustador!

Pra fazer este livro, ele se inspirou numa visita (de reportagem) que fez a um convento que estava sendo demolido, e tinham corpos sendo removidos, quando ele chegou lá.

E neste local foi encontrado um cadáver com uma cabeleira de 21 metros...com o nome de uma menina...

Na infância do escritor, a mãe contava sempre a história de uma marquesinha que tinha cabelos q se arrastavam pelo chão e que era adorada pelos escravos, e morreu com 12 anos, por causa da mordida de um cachorro raivoso...

(Ele é pior q o Alan Poe!...Porque escreve muito melhor!!!)

“Nunca mais”!

O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

(de O Corvo, de Edgar Alan Poe, traduzido por Fernando Pessoa)



Santa paciência

As vezes, nem eu acredito no que eu leio! Do bom e não tão velho Fale com deus:


Em nome do pai, do filho e do espírito santo

-- Recordando: O senhor não se lembra quem é, mas acredita que é Jesus Cristo?
-- isso.
-- E se eu lhe dissesse que o senhor é deus?
-- eu diria que a senhora tem delírios de grandeza com as ilusões dos outros.
-- Como assim?
-- olha, dona, eu sei que eu tenho esses furos na mão e nos pés, tô cum buraco nas costelas e umas marcas de chibatada nas costas. Eu tenho todas as características pra achar que sou Jesus Cristo, só que eu nem mesmo acho isso, pois seria muita loucura minha achar isso. Só que vocês, que se dizem médicos, ficam por aí tentando me convencer de que eu não sou Jesus Cristo.
-- Isso mesmo.
-- e eu sou deus?
-- Isso mesmo.
-- hum... Então prova.
-- O que?
-- prova que eu sou deus.
-- Mas o senhor é que é deus. Nós é que devíamos pedir provas ao senhor.
-- Isto é o que VOCÊ acredita...
-- Sim.
-- e não tem provas pra me fazer crer que eu sou deus.
-- Isso.
-- então, como a senhora quer que eu creia nisso?
-- É preciso ter um pouco de fé.
-- A dona esta pedindo pra mim ter fé em eu mesmo?
-- “pra eu ter fé”.
-- ué? A senhora não tinha fé?
-- Eu tenho fé no senhor. O senhor que falou errado. O certo é “pra eu ter fé”.
-- foda-se.
-- Tenha respeito, por favor!
-- respeito é o catzo! Veja só o que a senhora está me pedindo! Pra que eu, Jesus Cristo, renuncie a minha condição e acredite que eu sou deus!
-- Você não é Jesus Cristo!
-- E-EU-NÃO-SOU-DEUS! E a senhora é capeta. E ta me tentando!
-- Não, eu sou sua psicóloga...
-- o demônio tem muitas formas! Sai de perto de mim!
-- Calma! Vamos chegar num acordo...
-- diga.
-- Olhe. Confie em mim. Eu estou dizendo que o senhor, com certeza, é deus.
-- e eu estou dizendo, com certeza, que eu não sou deus. Mas posso ser muito bem Jesus Cristo.
-- Então, vamos começar a especular. Já que o senhor não é deus, por que o senhor não quer, e não é Jesus Cristo por que eu não quero, quem o senhor pode ser?
-- ... humm....
-- Hein?
-- eu quero ser o Espírito Santo.
-- Oh, céus! Isso nunca vai acabar...
-- Espírito Santo é o mó maneiro... Ninguém sabe como ele é, ele quase nunca aparece e ainda assim faz parte do sinal da cruz. Eu quero ser o Espírito Santo.
-- Cale-se! Cale-se! Cale-se!"

in: Fale com deus


Apontamentos de história sobrenatural

E Noé bateu seu cajado e falou um carneirinho dois carneirinhos bravo bravo... mas a insônia não passava então ele ligou a tv a cabo e descobriu que mais de onze mil pessoas tinham morrido no Azerbaijão.

[Ricardo Sro.]









Preparativos de viagem



Mario Quintana:
Eterno Espanto






Arte Mútua
Metamorfrases
Cauks AQST
Polly Mattos


Raphael Responde
Batata Transgênica
Ao Mirante, Nelson
Cynthia, Cyn City


Branco Leone
Catarro Verde
Artesanando


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Edooardo
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Porta giratória
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