Segunda-feira, Outubro 31, 2005
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Desejando muita força para um amigo. Pq a realidade pega a gente de jeito precisamente na hora incerta. Forçaê, meu querido. Coragem.
Domingo, Outubro 30, 2005
Parente é serpente.
Sábado, Outubro 29, 2005
A flor e a náusea
Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?
leia mais...
Quinta-feira, Outubro 27, 2005
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"Para os peixinhos do aquário, quem troca a água é Deus."
[Quintana]

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Clicaê.
Quarta-feira, Outubro 26, 2005
Vladimir Herzog
Sentada no ônibus, um senhor evangélico começa a eterna tentativa de catequese da índia aqui. No meio da conversa, ele sentencia:
- Eu tenho é saudade da época da ditadura. Preferia que os militares voltassem, pq pelo menos assim ia voltar o respeito.
Não me dignei a responder. Apenas sorri amarelo pra ele. Nostalgia de tortura é foda.
Gregor Samsa
A ternura desconcertante com que Kafka descreveu sua barata era apenas autopiedade.
Terça-feira, Outubro 25, 2005

[ouvindo Power, do Helloween]
A batalha dos vegetais
O melhor de Wallace & Gromit é o filmezinho de abertura: um curta com os pinguins de Madagascar numa missão de Natal. Ofusca todo o resto. Achei que também faltou uma boa trilha sonora.
- Todo o cenário interior das casas, composto em sua maioria por papéis de parede, foram todos pintados à mão. Além disso, mais de 100 Kg de cola foi usado a cada mês para colar partes do cenário que teimavam em desgrudar ou quebrar. Afe.
- A equipe de produção do filme era composta de 250 pessoas, e a média de material filmado é de 4 segundos produzidos POR SEMANA, o que levou o filme a demorar 5 anos para ser finalizado.
Mais informações aqui
Domingo, Outubro 23, 2005
felicidade é um dia de céu azul com uma boa trilha sonora
Há tempos percebi que gosto de hard rock, metal farofa, glam, poser e essas cousas todas que antigamente me faziam torcer o focinho. Nem tanto pela performance mas pelo ritmo feliz e pelos vocais gritadinhos: tudo muito alegre, muito mundo de Marlboro, tudo muito desencanado, 'céu azul num conversível rumo ao grande canion'.
Assim me disse o moço lin-do de viver, que vendeu os meus 2 primeiros cds de 'poser': uma coletânea do Journey e outra do Foreigner. O rapaz e sua defesa veemente da desencanação poser foi meio que o responsável por essa minha incursão no mundo das românticas bandas cheias de glíter, gloss e lápis de olho.
Cheguei na loja disposta a levar um cd de metal, importado, mas o vendedor se recusou a vendê-lo (!!!!) sem "me mostrar umas coisinhas antes". Leia-se descer o estoque inteiro e mostrar as novidades (todas possíveis), com os relançamentos de hard rock em cd, indo desde a versão acústica de Daniel do Kip Winger, passando várias faixas do Richie Sambora, muito 'lovy metal' misturado com sessão da tarde dos anos 80 (desenterrando até a trilha sonora do "Dias de Trovão"), e enfeitando a performance (ele cantava as músicas e dançava com os outros dois vendedores: uma japonesa doida, que tinha namorado todos os caras da loja e um rapaz muito engraçado e tímido que dois anos depois encontrei travestido passeando por ali) com a apresentação em coro da "I Wanna Know What Love Is" do Foreigner (e de outras bandas que eu nunca tinha ouvido falar até então).
Enquanto esse vendedor doido dançava e cantava com a japa, o rapaz tímido de repente saiu correndo (no meio da música) e gritando que ia buscar um cd na loja de baixo. "Que cd?", perguntamos, e ele só respondeu que era 'pra eu não parar de acreditar'. Wacca, wacca, wacca. Juro que quase tive uma síncope quando comecei a ouvir a tal música e entendi o trocadalho.
Os caras eram comissionados e deixavam de vender cds importados bem mais caros apenas pelo prazer de mostrar uma loja inteira de cds muito mais baratos com as músicas que eles curtiam.
E eram tardes hilárias que eu passava ouvindo música no shopping junto com esses vendedores de cds malucos dançarinos que me diziam coisas poéticas como:
"Metal não! Metal é do mal! Tira o metal da sua vida. Veja bem: metal é frio (se encolhendo e fazendo um gesto característico com os braços), é Europa, é Alemanha, é neve, é cinza e escuro, cold cold. Hard é américa, é sol, é amor (agora abrindo os braços e se espevitando), é você num dia de céu azul guiando um conversível, cantando rumo ao Grand Canion, deixando um rastro de poeira vermelha pra trás".
Depois de uma descrição dessas, como não se apaixonar pela farofa?
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* ouça "I Wanna Know What Love Is", "Daniel" e demais músicas espalhadas pelo post.
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Ouvindo Thunderstruck, a música que me pasmou (e quase me matou, literalmente) no Pacaembu, nos idos de 1996. Mas isso é assunto pra outro post. ;)
Sábado, Outubro 22, 2005
"Se ela perdeu o bonde chamado desejo, ainda há tempo de ser atropelada por um homem chamado cavalo."
[Cynthia]
Perua mode on.
Sexta-feira, Outubro 21, 2005
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Sextas-feiras são amiguinhas. Miró também.
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Quinta-feira, Outubro 20, 2005
Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
Mandou chamar o médico: - Diga trinta e três.
- Trinta e três . . . trinta e três . . . trinta e três . . .
- Respire.
.......................................................................................................................
- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.
[Manuel Bandeira]
Quarta-feira, Outubro 19, 2005

The desert is no place for a lonely codependent hemophiliac robot
"Praticamente todas as correntes historiográficas contribuíram com alguma coisa para o atual estágio da História Econômica, daí renunciar-se a uma pretensamente interessante "coerência metodológica", para se poder lançar mão de todo o instrumental que seja de utilidade para a melhor compreensão do passado econômico. No entanto, pelos amplos recursos que oferecem, destacam-se a linha materialista e a quantitativa. Para a primeira, o objeto central de estudo são os vários modos de produção, cuja análise permite a ultrapassagem dos quadros meramente econômicos - ainda que estes sejam fundamentais - para a compreensão global das sociedades. Na terminologia marxista, modo de produção é um conceito que se refere a uma forma específica de articulação das forças produtivas e das relações de produção. Para Pierrô Vilar, é "um objeto teórico capaz de expressar um todo social". Ou ainda, "um modo de produção é uma combinação articulada de relações e forças de produção estruturadas pela dominância das relações de apropriação do trabalho excedente e a forma específica de distribuição social dos meios de produção que correspondem a esse modo de apropriação do trabalho excedente", (Hindess e Hirst).
Para a história quantitativa, são básicos os conceitos de estrutura e conjuntura. Por meio do estudo das estruturas (isto é, das formas e atividades permanentes de um sistema econômico) e das conjunturas (ou seja, da situação, em determinado momento, do entrecruzar de diversos componentes da vida econômica), pode-se apreender melhor a evolução de uma economia, tanto no seu substrato profundo, multissecular, de lentíssimas modificações, quanto nas suas manifestações superficiais, sensíveis, mais facilmente detectáveis no tempo. Conhecendo-se as estruturas, conhece se a economia como um todo, compreende-se melhor o significado de seus movimentos, profundos ou superficiais: "as economias sofrem as crises de suas estruturas" (Labrousse). Por outro lado, pela parte imersa pode-se saber o tamanho da parte submersa do icebeg: "a conjuntura ó indício da estrutura" (Vilar).
Dentro da dinâmica dos sistemas econômicos, ocorrem movimentos de curta, média e longa duração. São deste último tipo os trends ou tendências seculares, que se estendem por um período de cerca de cem anos. Igualmente são de longa duração os movimentos chamados de Kondratieff, entre cinqüenta e sessenta anos, que se caracterizam por estarem subdivididos em uma fase de expansão econômica e outra de depressão (fases que François Simiand chamou, respectivamente, de A e B). Ainda na longa duração, aparecem os hiperciclos ou ciclos longos de Kuznels, que se manifestam em intervalos de cerca de vinte anos. Na média duração destaca-se o ciclo clássico de Juglar, grosseiramente decenal (na verdade de nove a treze anos), normalmente associado a crises de superprodução. De curta duração são o ciclo menor de Kilchin (quarenta meses) e as oscilações sazonais, anuais e interanuais. A escassez de dados, porém, limita um pouco o alcance deste método, de aplicação problemática para as economias pré-industriais, da era pré-estatística.
De qualquer forma, como observou Vitorino Magalhães Godinho, "não pode a História Econômica confinar-se na descrição e narrativa, tem de visar à apreensão das estruturas e dos movimentos de estruturação, desestruturação e reestruturação, bem como das curvas conjunturais. Para isso não lhe basta absorver a teoria já elaborada pela economia política e pela econometria, porquanto se refere única e exclusivamente, ou pelo menos basilarmente, à realidade atual, embora diversa e mudável. Comparando constantemente o passado com o presente (e o presente torna-se logo passado), cabe a História Econômica fabricar ela própria as várias teorias das várias economias e sociedades através dos tempos, e para tal chegar inclusive a construir modelos. E se em épocas recentes o econômico é, ou melhor, parece ser mais facilmente isolável de outros aspectos da atividade humana, a verdade é que cabe não esquecer o econômico propriamente dito em relação as épocas mais recuadas e por outro lado não deixar de ver em todo o contexto de uma História Total no que respeita a tempos próximos de nós. É na convergência interdisciplinar que está a fecundidade da pesquisa." *
Para a história quantitativa, são básicos os conceitos de estrutura e conjuntura. Por meio do estudo das estruturas (isto é, das formas e atividades permanentes de um sistema econômico) e das conjunturas (ou seja, da situação, em determinado momento, do entrecruzar de diversos componentes da vida econômica), pode-se apreender melhor a evolução de uma economia, tanto no seu substrato profundo, multissecular, de lentíssimas modificações, quanto nas suas manifestações superficiais, sensíveis, mais facilmente detectáveis no tempo. Conhecendo-se as estruturas, conhece se a economia como um todo, compreende-se melhor o significado de seus movimentos, profundos ou superficiais: "as economias sofrem as crises de suas estruturas" (Labrousse). Por outro lado, pela parte imersa pode-se saber o tamanho da parte submersa do icebeg: "a conjuntura ó indício da estrutura" (Vilar).
Dentro da dinâmica dos sistemas econômicos, ocorrem movimentos de curta, média e longa duração. São deste último tipo os trends ou tendências seculares, que se estendem por um período de cerca de cem anos. Igualmente são de longa duração os movimentos chamados de Kondratieff, entre cinqüenta e sessenta anos, que se caracterizam por estarem subdivididos em uma fase de expansão econômica e outra de depressão (fases que François Simiand chamou, respectivamente, de A e B). Ainda na longa duração, aparecem os hiperciclos ou ciclos longos de Kuznels, que se manifestam em intervalos de cerca de vinte anos. Na média duração destaca-se o ciclo clássico de Juglar, grosseiramente decenal (na verdade de nove a treze anos), normalmente associado a crises de superprodução. De curta duração são o ciclo menor de Kilchin (quarenta meses) e as oscilações sazonais, anuais e interanuais. A escassez de dados, porém, limita um pouco o alcance deste método, de aplicação problemática para as economias pré-industriais, da era pré-estatística.
De qualquer forma, como observou Vitorino Magalhães Godinho, "não pode a História Econômica confinar-se na descrição e narrativa, tem de visar à apreensão das estruturas e dos movimentos de estruturação, desestruturação e reestruturação, bem como das curvas conjunturais. Para isso não lhe basta absorver a teoria já elaborada pela economia política e pela econometria, porquanto se refere única e exclusivamente, ou pelo menos basilarmente, à realidade atual, embora diversa e mudável. Comparando constantemente o passado com o presente (e o presente torna-se logo passado), cabe a História Econômica fabricar ela própria as várias teorias das várias economias e sociedades através dos tempos, e para tal chegar inclusive a construir modelos. E se em épocas recentes o econômico é, ou melhor, parece ser mais facilmente isolável de outros aspectos da atividade humana, a verdade é que cabe não esquecer o econômico propriamente dito em relação as épocas mais recuadas e por outro lado não deixar de ver em todo o contexto de uma História Total no que respeita a tempos próximos de nós. É na convergência interdisciplinar que está a fecundidade da pesquisa." *
Terça-feira, Outubro 18, 2005
(Um grito de estrelas vem do infinito
E um bando de luz repete o grito
Todas as cores e outras mais
Procriam flores astrais)
Um verme passeia na lua cheia
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Segunda-feira, Outubro 17, 2005
Sabe aquela da vaca voadora?
Então.
Domingo, Outubro 16, 2005
"Então Rê, meu medo é o de que o desarmamento se torne uma forma de aumentar o lucro direto de quem vende armas, infelizmente é como vc disse, só desarmar sem educar não resolve.Provavelmente as armas contrabandeadas vão aumentar sua participação de vendas por aqui. E quem já mexe com esse tipo de venda no próprio Brasil vai ser tentado a continuar vendendo por comércio informal, fazendo uma subtração entre preço valorizado por ser um produto de difícil acesso (comércio informal sem cobrança de impostos - o que em um primeiro momento dá a sensação direta de que vá aumentar o lucro de quem vende).
Apesar do risco a que essas pessoas possam estar se submetendo indo contra a provável aprovação da lei, está também o fato de o desemprego ser uma triste e crescente realidade.
Não sou contra referendos, pelo contrário sou muitíssimo a favor, mas por que não delimitar por exemplo a partir de referendo a força auto ajustável de salário que se vê no congresso?
Por que não deixar o povo decidir o momento certo de serem reajustados os salários e os valores de salários talvez atribuindo algum tipo de auditoria por presença em reuniões e o estabelecimento de metas de desenvolvimento sustentável tentando minimizar sessões extraordinárias e os altos custos destas?
Por que não aumentar o poder de decisão do povo que paga tantos impostos atribuindo 50% de decisão a partir de referendos para Orçamentos Participativos?
Com participação de depoimentos no Senado de uma comissão formada por professores, médicos, assistentes sociais, nutricionistas, economistas que compareçam sem recebimento de salário ou verba (depoimentos bem elaborados, com estatísticas, já são curriculum).
Beijo gde
Richard."
Apesar do risco a que essas pessoas possam estar se submetendo indo contra a provável aprovação da lei, está também o fato de o desemprego ser uma triste e crescente realidade.
Não sou contra referendos, pelo contrário sou muitíssimo a favor, mas por que não delimitar por exemplo a partir de referendo a força auto ajustável de salário que se vê no congresso?
Por que não deixar o povo decidir o momento certo de serem reajustados os salários e os valores de salários talvez atribuindo algum tipo de auditoria por presença em reuniões e o estabelecimento de metas de desenvolvimento sustentável tentando minimizar sessões extraordinárias e os altos custos destas?
Por que não aumentar o poder de decisão do povo que paga tantos impostos atribuindo 50% de decisão a partir de referendos para Orçamentos Participativos?
Com participação de depoimentos no Senado de uma comissão formada por professores, médicos, assistentes sociais, nutricionistas, economistas que compareçam sem recebimento de salário ou verba (depoimentos bem elaborados, com estatísticas, já são curriculum).
Beijo gde
Richard."
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Poizé, em vez de ficar repetindo o bordão de Pai-Mei de que "o Brasil precisa é de um referendo sobre a obrigatoriedade do voto", transcrevo esse mail que recebi e que é uma daquelas coisas que eu gostaria muito de ter escrito. A ilustração do post é do Ney Schimada.
Sexta-feira, Outubro 14, 2005
Diferença entre tecnólogo e engenheiro civil
A resposta vencedora foi a do meu irmão:
"Tecnólogo é aquilo que vc xinga, engenheiro é aquilo que vc chuta"
Amo esse menino.
Não tem o que falar, fala do tempo
É definitivo: eu ODEIO calor. Detesto. Argh. Santandré 34º. Ninguém merece.
Mais plaquinhas pro Cisne
Agradecimentos ao Pablito, que fez os botões, e ao meu irmãozão, que fez a giff piscante (e que é pra vcs saberem as cores que tem disponíveis).

[é só clicar na gif e pegar os códigos com a cor que vc preferir!]
Ajude a Renata e ganhe um beijo na sobrancelha
Alguém sabe como faço pra alinhar isso como num quadradinho (figuras e janelinhas umas ao lado das outras, como nas colunas do word) em html? Qual a 'tag' disso? Pq assim do jeito que tá fica meio lingüiça, né? ^^
Quinta-feira, Outubro 13, 2005
Partido Anarquista Macumbado *
Turismo novo: Olha, mãe, olha o Ártico derretendo!
[by Nei Shimada]
* Tirei minha carteirinha do PAM ano passado.
...
Plaquinha by Parn:

Noné chique?
Instituto Cisne norkut, na Cynthia, no Ordizi, no Feito à mão, no Marmota, no É a mãe!, no Ina, no Chando, no Pablo, na Sue, no Burning, ... vcs viram em mais algum lugar que eu não vi? Me contem! :)
Quarta-feira, Outubro 12, 2005
Cotidiano
Um post que eu devia fazer render uma semana pelomenos
Reflexos do impacto da febre aftosa no agronegócio brasileiro atingiram minha arcada dentária: ele ouvia o telejornal do consultório e apertava muito mais raivosamente as bielas do meu aparelho, resmungando um "eu tô fodido" entredentes. Meu dentistamigo investe em gado, descobri hoje. Tem uma big fazenda no Mato Grosso do Sul. É só comigo ou esse tipo de coisa estranha acontece com vcs tbm?
...
- "Plinc!" (onomatopéia de controle remoto na mão de namorado)
- "Porra, Fê, vc mudou de canal!" (voz muito brava)
- "Ai, caramba, Renata, eu sempre esqueço que vc só assiste os comerciais!..." (voz espantada e meio que pedindo desculpa)
...
Tenho de comprar um vestido pra ir ao casamento do bigboss de namoradón. Indecisão domina minha vida, pq a dieta vai bem, obrigada, e periga o que eu comprar hoje não servir direito daqui três semanas. Daí ele fica implicando, dizendo que eu sou uma convidada e não a noiva. Homens.
...
- Alô?
- Faaala, xuxu!
- Oi, Li! Blz?
- Blz! Só liguei pra te contar mais uma frase de sabedoria da minha mãe.
- Falaê que já tou anotando!
- "Quem tem suas vizinhas, que as ponha de molho".
- Hã?
- Sei lá, acho que era um negócio com barbas, a princípio.
- Putz, essa foi mais confusa que a "desconfia sempre do cão que não fala e do homem que não ladra".
- É, ela tá se aprefeiçoando.
...
- Alô?
- Oi, Li!
- Oi, xuxu!
- Oooow, qual a diferença entre engenheiro civil e tecnólogo em edifícios?
- Posso te responder isso quando acabar a serra*?
- Ah, tá, quando vc acabar com ela me liga!
* ela desce a serra pq faz faculdade no litoral
...
Alguém aí sabe as diferenças entre 'engenheiro civil' e 'tecnólogo em edifícios', além - é óbvio -, da duração do curso?
...
Um post que eu devia fazer render uma semana pelomenos
Reflexos do impacto da febre aftosa no agronegócio brasileiro atingiram minha arcada dentária: ele ouvia o telejornal do consultório e apertava muito mais raivosamente as bielas do meu aparelho, resmungando um "eu tô fodido" entredentes. Meu dentistamigo investe em gado, descobri hoje. Tem uma big fazenda no Mato Grosso do Sul. É só comigo ou esse tipo de coisa estranha acontece com vcs tbm?
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- "Plinc!" (onomatopéia de controle remoto na mão de namorado)
- "Porra, Fê, vc mudou de canal!" (voz muito brava)
- "Ai, caramba, Renata, eu sempre esqueço que vc só assiste os comerciais!..." (voz espantada e meio que pedindo desculpa)
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Tenho de comprar um vestido pra ir ao casamento do bigboss de namoradón. Indecisão domina minha vida, pq a dieta vai bem, obrigada, e periga o que eu comprar hoje não servir direito daqui três semanas. Daí ele fica implicando, dizendo que eu sou uma convidada e não a noiva. Homens.
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- Alô?
- Faaala, xuxu!
- Oi, Li! Blz?
- Blz! Só liguei pra te contar mais uma frase de sabedoria da minha mãe.
- Falaê que já tou anotando!
- "Quem tem suas vizinhas, que as ponha de molho".
- Hã?
- Sei lá, acho que era um negócio com barbas, a princípio.
- Putz, essa foi mais confusa que a "desconfia sempre do cão que não fala e do homem que não ladra".
- É, ela tá se aprefeiçoando.
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- Alô?
- Oi, Li!
- Oi, xuxu!
- Oooow, qual a diferença entre engenheiro civil e tecnólogo em edifícios?
- Posso te responder isso quando acabar a serra*?
- Ah, tá, quando vc acabar com ela me liga!
* ela desce a serra pq faz faculdade no litoral
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Alguém aí sabe as diferenças entre 'engenheiro civil' e 'tecnólogo em edifícios', além - é óbvio -, da duração do curso?
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Terça-feira, Outubro 11, 2005
- Quem Ama Inventa
Quem ama inventa as coisas a que ama...

Talvez chegaste quando eu te sonhava.
Então de súbito acendeu-se a chama!
Era a brasa dormida que acordava...
E era um revôo sobre a ruinaria,
No ar atônito bimbalhavam sinos,
Tangidos por uns anjos peregrinos
Cujo dom é fazer ressurreições...
Um ritmo divino? Oh! Simplesmente
O palpitar de nossos corações
Batendo juntos e festivamente,
Ou sozinhos, num ritmo tristonho...
Ó! meu pobre, meu grande amor distante,
Nem sabes tu o bem que faz à gente
Haver sonhado... e ter vivido o sonho!
[Quintana]

Segunda-feira, Outubro 10, 2005
Domingo, Outubro 09, 2005
Teclado de casa de namoradón é um horror.
Sexta-feira, Outubro 07, 2005
É CAMPEÃO!
Pelo terceiro ano consecutivo, Santo André é a cidade com o maior número de roubo de carros no Brasil. E tem, conseqüentemente, os seguro de automóveis mais caro do país.
Temos umas das tarifas de ônibus mais caras dentre todas as cidades brasileiras, ônibus que vivem lotados e atrasados. Temos inclusive um caso não solucionado de um prefeito cujo assassinato a operação abafa consegue manter sob controle até hoje e que, evidentemente, estava relacionado com essas tarifas tão caras do transporte público.
Temos um adesivinho de carros que ficou célebre na cidade, fez muito sucesso mesmo, tamanha a quantidade de radares que foi instalada: "Visite Santo André e ganhe uma multa".
Teve também um outro adesivo muito popular, que dizia algo como "Votou no ParTidão, tomou no IPTU", mas não vou nem entrar nesse mérito.
As três últimas administrações públicas da cidade foram/são do ParTidão. Então, só me resta envitar "Partidão-Saudações" aos meus conterrâneos, que continuam votando contra os seus próprios interesses. Disgusting.
Temos umas das tarifas de ônibus mais caras dentre todas as cidades brasileiras, ônibus que vivem lotados e atrasados. Temos inclusive um caso não solucionado de um prefeito cujo assassinato a operação abafa consegue manter sob controle até hoje e que, evidentemente, estava relacionado com essas tarifas tão caras do transporte público.
Temos um adesivinho de carros que ficou célebre na cidade, fez muito sucesso mesmo, tamanha a quantidade de radares que foi instalada: "Visite Santo André e ganhe uma multa".
Teve também um outro adesivo muito popular, que dizia algo como "Votou no ParTidão, tomou no IPTU", mas não vou nem entrar nesse mérito.
As três últimas administrações públicas da cidade foram/são do ParTidão. Então, só me resta envitar "Partidão-Saudações" aos meus conterrâneos, que continuam votando contra os seus próprios interesses. Disgusting.
Com tudo isso, às vezes fica muito chato morar aqui, sabiam?
Quinta-feira, Outubro 06, 2005
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Escolha difícil, não?
Inspirada no excelente post da Cynthia, montei essa pagininha com mais informações para quem se interessar em destinar parte do seu Imposto à quem realmente precisa. Tks, Cy! ;)
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Quebra-queixo
Comi uma dessas balinhas ontem, pela primeira vez. Gostosinha, sabor de côco (
Notas:
- Lembrar de não comer mais nenhuma enquanto eu ainda estiver de aparelho nos dentes.
- Evitar comê-las enquanto estiver caminhando (e com aparelho nos dentes): a gente precisa abrir a boca e fazer umas caretas pra tentar desgrudar o maxilar. As pessoas estranham.
- Não engolir as bráquetis.
Terça-feira, Outubro 04, 2005
Sabia que vc pode direcionar 6% do seu IR pro Cisne? E que uma empresa pode destinar 1% do mesmo? Poizé. Não se paga NADA por isso e ajuda-se quem realmente precisa de ajuda.
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Então, tá vendo essa plaquinha aqui do lado? =================================>
Não tá ali EM CIMA à toa. Faz sua parte tbm. Fale com as pessoas, explique, leve a informação adiante. E daí ficamos todos mais felizes.
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Polly pediu. Eu pediu. Cauks pediu. Inagaki postou. Burning postou. Naomi também. Vários outros blogueiros amigos já colocaram a plaquinha nos seus templates. Coisa linda dideus.
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Segunda-feira, Outubro 03, 2005
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Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio
Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa
Vocês sabem que faz um tempo que conheço essa Instituição e sempre comento do trabalho deles aqui. A historinha do post anterior foi escrita para que vcs possam imaginar como é difícil uma pessoa nessa situação encontrar ajuda adequada. Ela é baseada em acontecimento freqüentes.
Então, precisamos principalmente divulgar o trabalho do Cisne pra que mais e mais pessoas possam ser AJUDADAS pela metodologia deles. Isso é muito importante.
Mas também precisamos arranjar doadores pro Cisne (vc pode destinar até 6% do seu Imposto de Renda pra eles (e as empresas podem destinar 1% do mesmo), não paga-se nada a mais e a gente ajuda uma instituição que conhece e sabe que é idônea, né?).
Então, a gente começa sempre a conversar com os amigos mais próximos, pra pedir ajuda, idéias, dicas e tudo mais. Pensando nisso, imaginamos colocar a Associação Beneficente Cisne na blogosfera: afinal, a internet é um veículo poderoso!
Agora, basicamente o que tenho a dizer pra cada um de vcs é: "Se puder ajudar, divulgar, passar adiante, sei que vai fazer!".
Vamos entrar nessa briga? Como sempre, conto com vcs, com idéias, críticas, incentivo, com a ajuda que for!
Agradecimentos:
À Lidi Oliveira, artista plástica que desenhou um cisne segundo a visão que ela tem do Instituto (visão de esperança, liberdade, leveza e amor)
Ao Branco, escritor de lindas peças de teatro e webdesigner amigo querido, que fez uma plaquinha xodó a partir do desenho da Lidi
Ao Serjones, celebridade bloguística (né?) e amor de pessoa, que também fez a sua versão pra divulgação e tá nessa briga com a gente
À Pollycita, que montou uma página linda (fora do site oficial) com explicações para leigos e instruções para os blogueiros que se interessarem em ajudar
Ao Aquiles, presidente do Cisne, que fez uma placa pra divulgação diferente de todas, à Luz, que começou tudo isso através da sua amizade e nos inspirando com seu amor e dedicação à essa opção de vida (como ela mesma diz)
E a vcs, que sabe quem são, que trocam emails conosco, que já ajudaram e estão ajudando desde sempre, que lêem esse blog, que passam a informação adiante... seria difícil colocar todos os nomes aqui (Ricardo, Cauks, Abud, Ordizi, Naomi...), pois cada um ajuda à sua maneira, então, agradeço principalmente a você que leu esse post todo e deu atenção à ele!
Prestenção: não custa NADA (mesmo) participar! Pegue seu selinho aqui, ajude como puder, faça.
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Sábado, Outubro 01, 2005
Historinha
(versão completa)
Imagine que um dia vc descobriu que o seu filho (ou o seu irmão, ou alguém muito querido, mas vamos supor que seja o seu filho) tem uma espécie de deficiência mental leve. Mas às vezes isso não dá nem pra notar.
Tem horas que ele parece normal, em outras faz que não te ouve, não quer assumir responsabilidades e foge dos problemas (na verdade ele não foge, mas é o que parece).
Ele toma atitudes que te envergonham, sempre vai para a diretoria ou para a orientadora, porque conversa muito na sala de aula, se distrai facilmente e não aprende, às vezes tem dificuldades para acompanhar o ritmo de estudo dos outros alunos.
Você tenta com psicólogos, psiquiatras, neurologistas e nada é descoberto. Ele é normal.
Então ele só pode ser "preguiçoso", "mais lento", "desatento" ... Você cobra mais, vê e revê as lições de casa, paga professoras de reforço escolar, põe ele na natação, tênis, futebol. Faz trocas, barganhas e promessas. No entanto, tudo piora.

Você culpa a ele, à educação que você pode oferecer, ao pai por não ser mais firme; compara-o com os irmãos, vizinhos, amigos (e se compara com as mães que você conhece), mas nada disso adianta.
Seu filho é um problema que você não consegue resolver, que parece não querer se encaixar. Será?
Tem horas que ele parece normal, em outras faz que não te ouve, não quer assumir responsabilidades e foge dos problemas (na verdade ele não foge, mas é o que parece).
Ele toma atitudes que te envergonham, sempre vai para a diretoria ou para a orientadora, porque conversa muito na sala de aula, se distrai facilmente e não aprende, às vezes tem dificuldades para acompanhar o ritmo de estudo dos outros alunos.
Você tenta com psicólogos, psiquiatras, neurologistas e nada é descoberto. Ele é normal.
Então ele só pode ser "preguiçoso", "mais lento", "desatento" ... Você cobra mais, vê e revê as lições de casa, paga professoras de reforço escolar, põe ele na natação, tênis, futebol. Faz trocas, barganhas e promessas. No entanto, tudo piora.

Você culpa a ele, à educação que você pode oferecer, ao pai por não ser mais firme; compara-o com os irmãos, vizinhos, amigos (e se compara com as mães que você conhece), mas nada disso adianta.
Seu filho é um problema que você não consegue resolver, que parece não querer se encaixar. Será?
Talvez ele seja um LIMÍTROFE!
[saiba mais...]
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